Microsoft aposta na computação quântica com supercomputadores que poderiam resolver problemas em campos tão diversos quanto química ou inteligência artificial.

Um grupo de físicos e cientistas da computação financiados pela Microsoft está tentando levar a analogia dos fios entrelaçados ao que alguns acreditam que será o próximo grande salto em computação, a chamada computação quântica.

Se estiverem certos, a pesquisa poderia levar à criação de computadores muito mais poderosos do que os supercomputadores de hoje e que poderiam resolver problemas em campos tão diversos quanto química, ciência dos materiais, inteligência artificial e decodificação.

Eles se reuniram recentemente aqui para explorar uma abordagem à computação quântica que é baseada em “trançar” partículas exóticas conhecidas como anyons – que os físicos descrevem como “quasipartículas” que existiriam em apenas duas dimensões e não três, não devendo ser confundidos com o ânion (íon de carga negativa) – para formar os blocos fundamentais de um supercomputador que explora as estranhas propriedades físicas das partículas subatômicas.

computação quântica

O computador proposto pela Microsoft é desconcertante até mesmo pelos padrões do mundo em grande medida hipotético da computação quântica.

A computação convencional é baseada num bit que pode ser um ou zero, representando um único valor numa computação. Já a computação quântica é baseada em qubits, que representam a um só tempo os valores de zero e um. Se eles forem colocados num estado “emaranhado” – fisicamente separados, mas agindo como se estivessem conectados – com muitos outros qubits, eles podem representar um grande número de valores simultaneamente.

E as limitações do poder computacional existentes podem ser descartadas.

Na abordagem que a Microsoft persegue, descrita como “computação quântica topológica”, o controle preciso dos movimentos de pares de partículas subatômicas enquanto serpenteiam entre si manipularia bits quânticos emaranhados. Embora o processo de entrelaçar partículas ocorra em escalas subatômicas, ele lembra os movimentos de um tecelão sobrepondo fios para criar um padrão.

Ao entrelaçar uma partícula em volta da outra, os computadores quânticos topológicos gerariam fios imaginários cujos nós e guinadas criariam um sistema computacional poderoso. O mais importante é que a matemática de seus movimentos iria corrigir os erros que até agora demonstraram ser o desafio mais intimidante enfrentado pelos projetistas do computador quântico.

 Com informações: Tecnologia IG