Por: Cândida Inthurn.

 

Volta e meia navego pela Internet, “pulando” de site em site e lendo de tudo um pouco sobre assuntos aleatórios, sem compromisso. Tenho o costume, ou mania mesmo, de digitar uma palavra no Google e clicar em imagens para ver o resultado. Gosto de ver o “resultado ilustrado” e não as páginas ou sites relacionados. Eu sei: talvez isto seja “coisa de doido” ou não faça sentido algum, mas funciona como uma terapia de relaxamento para mim. Vejo de tudo um pouco. Com tudo isto amplio meus pensamentos e minha criatividade e aguço meu senso crítico. E, ainda, me divirto.

 

Em uma dessas pesquisas encontrei um pensamento simples, sem autor: “Nenhum CNPJ vale um AVC.” Confesso que, sem saber o motivo, fiquei meio que irritada, talvez “surpresa”. Em segundos me lembrei de um amigo, muito inteligente e batalhador, empresário, que havia passado recentemente por situação envolvendo sua saúde, agora não sei ao certo se AVC ou princípio de infarto. E continuei matutando sobre a frase.

 

Não sou empresária e meu salário sempre foi depositado “religiosamente” em minha conta todo mês. Os pagamentos dos fornecedores também são feitos sempre em dia, sem atrasos. Minha empresa honra com estas e outras tantas obrigações desde que foi fundada, há mais de 30 anos. Como uma empresa que vende soluções em gestão empresarial mantém seus softwares 100% conforme a legislação. O que ela vende, enfim, é o que pratica no seu dia-a-dia. Acho que “ética” resume a maneira da WK trabalhar.

 

Mas, voltando à frase, me surgiu o pensamento sobre o quão difícil deve ser administrar um negócio, sem que todos os percalços, dificuldades, problemas, e reviravoltas da política e da economia afetem a sua própria saúde, uma vez que a sua vida é o seu próprio trabalho, e as duas coisas muitas vezes acabam sendo uma só, separadas talvez por uma linha muito tênue, às vezes difícil de reconhecer.

 

Concluo eu: “É preciso ser muito forte para que o CNPJ, e também o SPED, PIS, COFINS, ICMS, ISS, CSLL, IPI, IRPJ… não causem estragos a saúde do empreendedor!”

 

Talvez melhor dizendo: é preciso ser muito planejado e ter muito claro o que se pretende atingir em termos de resultados para que a saúde da empresa (da tão sonhada empresa) e a do dono não acabem indo em pouco tempo para as cucuias.

 

Em termos gerais, as áreas precisam se comunicar com eficiência. As informações precisam estar integradas. A gestão precisa deixar de ser cada vez menos operacional para ser cada vez mais estratégica. Ferramentas e tecnologias precisam fazer parte do dia-a-dia de trabalho das pessoas, mesmo para aqueles que não gostam e mais ainda para aqueles que dizem não precisar. Romper a barreira do novo torna-se essencial. Muitas vezes, questão de sobrevivência.

 

Por falar em sobrevivência… quem é empresário, ama o que faz ou… nem tanto, também precisa cuidar da saúde. Para o empregado, a regra é a mesma. É importante estar atento aos sinais. Assim como gargalos em processos, desperdícios de materiais, falhas operacionais, informações desencontradas podem ser prenúncios de problemas maiores em uma empresa, a falta de apetite, o desânimo, a dificuldade em dormir a noite, a perda/ganho de peso, dores nas articulações, tonturas, perda de memória e/ou concentração podem ser importantes avisos sobre a quantas anda sua saúde física e mental.

 

O meu amigo empresário que passou mal há pouco tempo sentia-se “esgotado”, mas tinha receio em diminuir o ritmo. Segundo suas próprias palavras: “Eu me achava durão! O próprio super-homem!”

 

Dureza mesmo foi ter que fazer uma cirurgia às pressas para colocar stents em suas artérias coronárias. O susto foi grande. Mas serviu de lição para desacelerar.

 

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Cândida Inthurn é Analista de Marketing da WK Sistemas. Graduada em Ciências da Computação e Design de Produto pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB) e pós-graduada em Gestão da Qualidade e Produtividade pela FAE/CDE Curitiba/PR. Autora do Livro “Qualidade e Teste de Software” pela Ed. VisualBooks. Trabalha na WK Sistemas há 13 anos. Gosta de um bom “falatório escrito”, de cores, formas, design, marketing, arte, cultura, entrevistas e documentários.