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Gartner: “superfornecedores” podem desacelerar inovação
21/10/10
O Gartner vem alertando o mercado sobre uma categoria de superfornecedores, resultado do grande apetite das grandes empresas por aquisições, focados em ofertas abrangentes e altamente integradas.
Consolidada a tendência, o vice-presidente de pesquisas da Gartner, Peter Sondergaard, critica o movimento. “Adquirir soluções é uma coisa, manter é outra completamente diferente. Integrações que envolvam absolutamente todos os detalhes de uma tecnologia são impossíveis de serem mantidas no longo prazo e os usuários não aceitarão arquiteturas medíocres”, afirma.
Sondergaard não chegou a listar os superfornecedores que estão se formando. Mas isso nem foi necessário, já que a maioria das maiores companhias de TI estão nesse movimento.
A Oracle é um dos primeiros exemplos que vêm à mente, não só pela aquisição da Sun Microsystems, mas também de diversos fornecedores de menor porte. A HP realizou muitas aquisições bilionárias nos últimos 10 anos, incluindo a 3Par, na área de storage e a 3Com, para a área de redes.
A IBM não fica atrás: anunciou que investiria 20 bilhões em aquisições nos próximos cinco anos, além de já ter comprado muita tecnologia nos últimos dois anos. A Cisco também se aproxima na corrida, com a adição de servidores no seu portifólio de produtos.
O fato é que o movimento de fusões e aquisições virou um motor importante de obtenção de inovações. E novos conceitos como computação em nuvem, redes sociais, sistemas sensíveis ao contexto e reconhecimento de padrões são muito perseguidos pelos superfornecedores.
Se a Gartner estiver correta, esse processo pode fazer com que as inovações caminhem de forma mais lenta.
Fonte: ComputerWorld
Brasil é destaque na América Latina pelo investimento em pesquisas tecnológicas
16/09/10
Segundo dados recentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o Brasil foi responsável por 60% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em 2007, entre os países da América Latina e do Caribe. Posiciona-se como o único país da região que investe mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em inovação.
A pesquisa aponta que um dos pontos fortes do Brasil é dispor de mecanismos de fomento à pesquisa tecnológica. No entanto, assim como os outros países da América Latina, a burocracia e a falta de articulação com os empresários impedem o crescimento da inovação brasileira e uma melhora na posição do país no ranking mundial.

